sábado, 1 de agosto de 2015

- (...) Me diga. O que o faz feliz?

- minhas fantasias.

- pode me contar sobre alguma?

- não.

- por que não?

- por que é muito... pessoal.

- sinto no dever de lhe lembrar Daniel, que tudo que você fala aqui é confidencial. Pode me contar qualquer coisa. Não vou julgar.

Daniel refletiu por um momento.

- bem... imagino que estou assassinando o meu pai.

- compreendo - disse o doutor. Ele parecia não ter gostado da resposta - e você sente algum remorso por isso?

Ele deu mais uma tragada no cigarro.

- não.



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